Soul

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Sampa caótica, SP, Brazil
Um equilíbrio dinâmico entre o prazer e a dor.

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Uma do Gil

Amarra o Teu Arado a uma Estrela

Se os frutos produzidos pela terra Ainda não são 
Da tua ilusão
Amarra o teu arado a uma estrela
E os tempos darão
Safras e safras de sonhos
Quilos e quilos de amor
Noutros planetas risonhos
Outras espécies de dor
São duros demais
E os solos assolados pela guerra
Não produzem a paz
Amarra o teu arado a uma estrela
E aí tu serás
O lavrador louco dos astros
O camponês solto nos céus
E quanto mais longe da terra
Tanto mais longe de Deus
Tão doces e polpudos quanto as peras
Se os campos cultivados neste mundo



quinta-feira, 26 de janeiro de 2012



"Tal como a flor de lótus cresce da escuridão do lodo para a superfície da água, abrindo suas flores somente após ter-se erguido além da superfície, ficando imaculada de ambos, terra e água, que a nutriram - do mesmo modo a mente, nascida no corpo humano, expande suas verdadeiras qualidades ( pétalas ) após ter-se erguido dos fluidos turvos da paixão e da ignorância, e transforma o poder tenebroso da profundidade no puro néctar radiante da consciência iluminada."

domingo, 22 de janeiro de 2012

Alma

"Alma!
Daqui do lado de fora
Nenhuma forma de trauma
Sobrevive!
Abra a sua válvula agora
A sua cápsula alma
Flutua na
Superfície!..."

Alma - Zélia Duncan



quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Telha de vidro

Quando a moça da cidade chegou
veio morar na fazenda,
na casa velha... Tão velha!
Quem fez aquela casa foi o bisavô...
Deram-lhe para dormir a camarinha,
uma alcova sem luzes, tão escura!
mergulhada na tristura
de sua treva e de sua única portinha...

A moça não disse nada,
mas mandou buscar na cidade
uma telha de vidro...
Queria que ficasse iluminada
sua camarinha sem claridade...

Agora, o quarto onde ela mora
é o quarto mais alegre da fazenda,
tão claro que, ao meio dia, aparece uma
renda de arabesco de sol nos ladrilhos vermelhos,
que — coitados — tão velhos
só hoje é que conhecem a luz doa dia...
A luz branca e fria
também se mete às vezes pelo clarão da telha milagrosa...
Ou alguma estrela audaciosa
careteia
no espelho onde a moça se penteia.

Que linda camarinha! Era tão feia!
— Você me disse um dia
que sua vida era toda escuridão
cinzenta,
fria,
sem um luar, sem um clarão...
Por que você na experimenta?
A moça foi tão bem sucedida...
Ponha uma telha de vidro em sua vida!




segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Puta que Paril de Cordelzinho????!!!


Me dê lisença
Óh seu autor
Para eu compartilhar
O cantadô
Que com sua palavra
Vai direto, sem escala
Atingir meu pensante
Com seu cordel descosertante...

Cantô esse programa
Que ofende e difama
A nossa gente, o nosso povo!
Que atrofia
Que enfia
As bunda, os peito, e as nua...
Que ilude e anuncia
A vida boa aos que não tem
A beleza que não se mantém
A vida bela aos que não podem
Aos trabalhadores que só se fodem

E a minha pátria, minhas menina
Fica feito a Macabéia
De fazê fica bonita
Quer colocar o laço de fita
E com um vestido novo
Vê a vida virá um sonho...

Puta que paril
Pátria mãe gentil
Dos corno da Globo!!!

Cy Rocha